terça-feira, 31 de maio de 2011

A EUROPA ANTES DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, o mundo vivia um período de grandes instabilidades políticas e diplomáticas. O Tratado de Versalles propunha uma série de punições aos países perdedores da Primeira Guerra, fato que revoltava os alemães. A Itália, embora tenha passado a lutar ao lado dos vencedores da Primeira Guerra, não havia recebido os territórios que desejava. O Japão era outro país bastante insatisfeito com a ordem internacional estabelecida, uma vez que se industrializava rapidamente e pretendia ampliar seu domínio territorial.
Todas essas situações de revanchismo despertaram um clima de hostilidade. Os regimes totalitaristas implantados na Alemanha e Itália, representados nas figuras de Hitler e Mussolini, respectivamente, colocaram esses países de uma vez por todas na onda do imperialismo. A Alemanha ocupou a Áustria em 1938 e parte da Tchecoslováquia, posteriormente. A Itália invadiu a Etiópia em 1935 e o Japão conquistou a Manchúria em 1931.
Todas essas situações contribuíram para a eclosão da Segunda Guerra Mundial, enorme conflito que durou entre 1939 e 1945. O despertar da guerra ocorreu em 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia. Assim, as alianças ficaram evidentes: de um lado, o “Eixo”, formado por Alemanha, Itália e Japão; de outro, o grupo dos “Aliados”, formado por Inglaterra, França, União Soviética, e posteriormente, Estados Unidos.
Entre 1939 a 1941, houve uma série de significativas vitórias do Eixo. Esses países conquistaram o norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e certas regiões da África. Em 1941, temos um fato que foi fundamental para o final da guerra: os japoneses atacaram a base militar americana de Pearl Harbor, no Oceano Pacífico, fazendo com que os Estados Unidos tenham encontrado um motivo mais que suficiente para entrar de vez na guerra e lutar ao lado dos Aliados.
A entrada de uma potência econômica e militar como os Estados Unidos foi de grande importância para o declínio da força dos países do Eixo. No fim de 1914, os alemães atacaram a Rússia, porém o rigoroso inverno russo contribuiu e muito para o fracasso da invasão. Com isso, a Rússia organizou uma contra-ofensiva, fato decisivo para conter o avanço militar da Alemanha.
Em 6 junho de 1944 (o Dia D), as tropas aliadas, sob o comando do general americano Dwight Eisenhower, desembarcaram na região da Alemanha próxima à França. Desta forma, os alemães foram “cercados” por todos os lados: pela contra-ofensiva russa e pela massiva ofensiva militar do Dia D. Vendo uma Alemanha toda dominada pelas forças aliadas, Hitler suicidou em 8 de maio de 1945 e suas forças se renderam.

A Itália também foi derrotada pelas forças aliadas em 1945, e seu líder, Mussolini, foi preso e fuzilado em praça pública. O único país que ainda resistia à superioridade dos Aliados era o Japão por este motivo e para mostrar ao mundo seu grande poder bélico, os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. As bombas resultaram na morte de milhares de cidadãos, deixando um grande rastro de destruição nestas cidades. Assim, o Japão se rendeu em setembro de 1945.

Explosão nuclear sobre Nagasaki em 9 de agosto de 1945.
Estima-se que a Segunda Guerra Mundial resultou na morte de cerca de 50 milhões de pessoas. O Brasil teve uma participação bem mais significativa na Segunda Guerra do que na Primeira Guerra Mundial, tendo lutado ao lado dos Aliados, principalmente nas regiões da Itália.

Entre as conseqüências da Segunda Guerra Mundial, podemos citar a criação da ONU (Organização das Nações Unidas), órgão internacional responsável por mediar conflitos de forma diplomática; e o surgimento da bipolaridade no mundo: de um lado, os Estados Unidos (capitalismo); de outro, a União Soviética (socialismo).

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